Antes mesmo de ter a idade escolar, que naquele tempo era com 07(sete) anos, eu queria muito ir para a escola, sonhava em ser professora. Brincava de ser professora, diariamente. Ganhei uma pasta da minha prima de Santa Cruz do Sul. Fiquei muito feliz! Todos os dias, eu colocava dentro dessa pasta caderno, lápis e borracha, dizia que ia pra escola. Certo dia, fugi, saí na avenida afora, onde eu morava, e meu pai foi atrás de mim, ele me levou para casa novamente e deixou-me de castigo por algumas "infinitas" horas...
O tão sonhado dia de começar as aulas chegou, até que enfim! Eu tinha sete anos, porém eu era alta, fui para uma turma em que os alunos eram mais velhos do que eu, e depois de uma semana, que verificaram o engano e eu, finalmente, fui para a turma correta, com colegas da minha idade.
Sempre fui boa aluna, tinha ótimas notas e era muito bem comportada, porém era muito tímida. Mesmo assim, eu era escolhida para ler textos, declamar poesias em público, na escola, no CTG Índio Sepé, na Igreja, na Praça em comemorações como Sete de Setembro, entre outras.
Em 1975, fui para o Ginásio Estadual Tiaraju, onde estudei da 5ª série a 8ª série. Tenho boas lembranças dessa escola, também. Recordo-me da diretora, dos professores e dos colegas. A escola era grande (engraçado, como as coisas parecem maiores, quando ainda somos crianças), de alvenaria, dois andares e, logo que cheguei, estranhei, pois era tudo diferente, muitas novidades para mim.
Aos poucos, eu me acostumei, continuava sempre muito boa aluna, ótimas notas, bem comportada e sempre, muito tímida. Continuava sendo escolhida para ler as poesias em público nas festividades e, também, era a mais votada para ser a líder da sala de aula, em todas as séries que estudei nessa escola, onde concluí a 8ª série, em 1978.
Em 1981, apesar de estar matriculada no Magistério no Colégio das Irmãs, como chamam até hoje, o MAJU, pronta para começar a realizar meu sonho de ser Professora, eu fui para o Colégio Estadual São Sepé, aconselhada pelo meu irmão. Ele disse ser o melhor curso para me preparar para o vestibular e, posteriormente, para uma faculdade.
Assim, no CESS, eu fiz o 2º grau, o curso era o Técnico Parcial Auxiliar em Adubação. Nunca reprovei, minhas notas eram muito boas, mas não gostava do curso, preferia ter feito o curso de Tradutor Intérprete, também no CESS, só que naquele ano não teve o curso, pois não formou turma, devido a não ter alunos suficientes.
Depois de mais de trinta anos fora da escola, voltei aos estudos. Passei no ENEM em 2013, pelo PROUNI com Bolsa de Estudos Integral no Curso Graduação de LETRAS na UNINTER. Cursei somente até o III Módulo do referido curso. Enquanto isso, eu fiz muitos cursos online, outros presenciais como cursos de Formações Profissionais, entre outros. Concluí o Técnico em Secretariado e o Curso Técnico em Multimeios Didáticos, o qual estou cursando simultaneamente com o curso de Letras EaD da UNIPAMPA, no Polo de Educação Sepé Tiaraju.
A minha relação com a leitura vem desde criança, pois eu gosto muito de ler e principalmente, de escrever. Quando criança, eu lia revistinha em quadrinhos e livros de histórias, que a minha mãe comprava para mim. Adorava quando ela ia em Santa Maria, trazia sempre novidades em livrinhos de histórias infantis. Também, livretos de palavras cruzadas que eram além de divertidos, bastante interessantes e significativos no aprendizado de novos vocábulos.
Eu me lembro de que, na escola, não era muito exigida a leitura de livros de historinhas infantis, apenas os textos prontos que vinham nos livros didáticos. Mas, tinha a Composição no primário que correspondia à Redação ou Produção Textual posteriormente, eu tirava notas ótimas em Redação, gostava muito quando a professora anunciava que íamos ter redação, eu começava a escrever imediatamente, mil ideias fluíam e acabavam no papel.
Assim, eu ficava feliz quando encontrava nos livros que a mãe comprava para mim, trechos do que tinha visto nos livros da escola, que eram textos para interpretação, textos curtos, com vocabulário simples, geralmente partes de historinhas clássicas.
Meu irmão quando saiu do exército e formou-se em Odontologia, deixou lá em casa várias malas com livros maravilhosos, desde dicionários, enciclopédias,obras de autores famosos como Louis Riboulet, Richard Bach, Vicent Peale, entre muitos outros, livros da literatura brasileira e da internacional, livros de Latim, muitos livros sobre a Segunda Guerra Mundial , a História Geral, bem como enciclopédias sobre o mundo animal e vegetal, e muito mais. Eu mergulhava diariamente nos livros, lendo-os, devorando-os, angariei conhecimento amplo e variado, e especialmente fui aperfeiçoando a minha escrita.
Mais tarde, eu fui buscando na Biblioteca Municipal livros para ler em casa, especialmente na minha adolescência. Comecei a escrever algumas poesias, contos, crônicas, principalmente românticas, sendo que também de suspense, pois numa determinada época, na minha adolescência ainda, fiquei fã de Agatha Christie. Tenho rascunhos de dois livros escritos, desde os anos 80 e 90, quando iniciei escrevê-los. São baseados em sonhos que eu tive e foram histórias completas. São verdadeiras inspirações Divinas, como sempre digo. São histórias interessantes, muito impactantes, reunindo tramas com um incrível suspense, capaz de envolver os leitores, como um filme que envolve seus espectadores e com finais surpreendentes.
Já li livros de diversos autores da Literatura Brasileira. Um dos autores que gosto muito é Érico Veríssimo. Li diversos livros dele, mas o meu preferido é “Olhai os Lírios do Campo”. Acho uma ótima história, triste, mas com uma lição de vida muito grande, Também li a coleção literária de Veríssimo, “O tempo e o Vento”, que conta a saga da família Terra e Cambará. Outros autores era muito tímida e sentia-me romântica e sonhadora.
Com o tempo, fui mudando e em 1982, quando realizei vestibular li alguns livros para o concurso e ainda adolescente, não estava com meus pensamentos críticos totalmente formados. Então, livros como “Morte e Vida Severina”, de João Cabral de Mello Neto e “Grande Sertão: Veredas”, de João Guimarães Rosa, não me chamaram muita atenção, achei-os cansativos de ler. Anos depois, vi que eram obras muito boas no seu contexto, falando do sertão, da vida nordestina, enfatizando o sofrimento do povo nordestino, principalmente com a seca e a pobreza. Contando a história de batalhas travadas no sertão, com personagens em busca de uma vida melhor, numa terra sem muitas perspetivas, naquela época e até hoje. São histórias que refletem a realidade de um Brasil imenso e diversificado, tão rico e ao mesmo tempo tão pobre.
Com o tempo, fui mudando e em 1982, quando realizei vestibular li alguns livros para o concurso e ainda adolescente, não estava com meus pensamentos críticos totalmente formados. Então, livros como “Morte e Vida Severina”, de João Cabral de Mello Neto e “Grande Sertão: Veredas”, de João Guimarães Rosa, não me chamaram muita atenção, achei-os cansativos de ler. Anos depois, vi que eram obras muito boas no seu contexto, falando do sertão, da vida nordestina, enfatizando o sofrimento do povo nordestino, principalmente com a seca e a pobreza. Contando a história de batalhas travadas no sertão, com personagens em busca de uma vida melhor, numa terra sem muitas perspetivas, naquela época e até hoje. São histórias que refletem a realidade de um Brasil imenso e diversificado, tão rico e ao mesmo tempo tão pobre.
Atualmente eu leio livros didáticos variados, muitos artigos, contos e crônicas, pois sempre é tempo de aprender, e aprender a aprender. O aprendizado faz parte da evolução humana, é bem-vindo e constrói o nosso saber. Também, leio virtualmente, autores diversos, alguns da Literatura Russa, Portuguesa, Inglesa e também Alemã. Muitos, foram transformados em filmes, porém nem são fiéis às histórias nos livros.
Espero concluir o curso superior e realizar a minha Formatura de Licenciatura em Letras Português, alcançando o meu sonho! Pois, já poderia estar formada, desde 1985. Assim mesmo, eu não me culpo e nem culpo ninguém por não ter realizado esse sonho há anos. Hoje, eu sei que a minha vida era para seguir o rumo que seguiu. Formei uma família, antes de realizar meu sonho dos estudos, realizei os sonhos de Deus, antes dos meus.
Quanto aos meus objetivos em relação ao curso, sempre foi colocar em prática o meu aprendizado no curso, lecionando em sala de aula e com um objetivo bem claro, impulsionar e divulgar a Língua Portuguesa, para que ela seja cada vez mais uma disciplina melhorada e amplamente difundida. Mostrar o quanto nossa língua é interessante e essencial para os alunos de todas as idades e que eles saibam como utilizá-la e de modo que compreendam o sentido dos textos. Incentivando-os também, à leitura de livros, tanto físicos como virtuais, despertando o interesse e como uma maneira de conhecerem melhor a realidade e poderem tornar-se mais crítico no dia a dia.
Com as diversas disciplinas do curso, eu também pretendo aprimorar minha forma de pensar e agir nas diferentes situações surgidas em sala de aula e no cotidiano. Bem como, desenvolver uma didática de ensino mais ampla, agindo com responsabilidade, interesse e coerência ao tomar decisões, tanto no âmbito pessoal, como no profissional, pois reconheço a importância do aprimoramento, expansão e aplicação do conhecimento para a nossa vida. Espero aprender bastante sobre as metodologias para ensinar a Língua Portuguesa, facilitando a utilização dos métodos em sala de aula, tornando as aulas agradáveis e prazerosas, levando os alunos a um conhecimento maior da nossa língua materna e a sua valorização.